Bentô 20: Salada de batata

Você não tem acesso a microondas e não consegue comer a comida sem esquentar? Este bentô é só salada.

Bentô 20

Salada de batata: Picadas e cozidas no vapor, juntei as batatas com um pouco de palmito, salsa, cebolinha e maionese. Tão fácil que não é nem uma receita. Variações ao infinito com legumes (cenoura, mandioquinha, batata doce, abóbora) e temperos diferentes.

Vagem: Também cozida no vapor, temperada com sal, limão e azeite.

Salada de pepino e rabanete: Temperada com vinagre de maçã.

Ovo cozido + pedaço de queijo: Proteína, né?

Bentô 20

Apenas pra dar ideias pra vocês, além do bentô eu trouxe frutas secas (morango, damasco e mirtilo, abaixo), um suco de caixinha (desses integrais, sem adição de açúcar nem conservantes), um pacotinho desses cookies integrais (com quinua e castanha do pará, segundo a embalagem) e uma garrafa de água quente pra fazer chá preto mais tarde.

Frutinhas

Eu sempre trago um arsenal de comidinhas, além do bentô, para sobreviver ao dia. Primeiro, porque é geralmente saudável fazer refeições menores e mais frequentes do que comer só duas vezes ao dia. Segundo, porque faço bastante exercícios, sinto muita fome e preciso de combustível. 😛 E por fim, porque gasto menos e como melhor trazendo coisas de casa do que saindo desvairada de fome pra caçar alguma coisa por aí.

Bentô 19 – Omelete, arroz jasmim com edamame

Hoje foi mais um daqueles dias em que eu saí catando o que tinha na geladeira para ver se dava para fazer um bentô. Isso quase sempre significa um bentô com omelete. Felizmente, eu tinha um pouco de palmito, sobra de jantares anteriores, e junto com umeboshi e um pouco de nori, o omelete superou minhas expectativas.

Bentô 19

Tinha também uma sobra de edamame congelado, que cozido junto com o arroz jasmim é uma das minhas combinações favoritas. Em vinte minutos ele cozinhou, enquanto eu tomava café da manhã. O omelete, entre picar e fazer, leva uns dez. E – oh, alegria! – descobri salada lavada na geladeira, que, fora o alface para enfeitar, trouxe em um potinho separado. Bentô resolvido! Arrumei rapidinho e deixei esfriando enquanto me trocava para o trabalho.

Nori cortado com tesoura em cima do arroz é absolutamente supérfulo ;)

Nori cortado com tesoura em cima do arroz é absolutamente supérfulo ;)

Conservas (palmito, azeitona, aspargos, umeboshi) e grãos congelados (edamame, ervilha, minho) são coisas que eu procuro sempre ter em casa, porque quebram um galhão na hora de fazer bentô. Como cozinho só pra mim (no máximo pra dois :P), me dou ao luxo de ser exigente com a qualidade das conservas – fuço o rótulo, pago mais caro pelas orgânicas, pelas “caseiras”, com o mínimo possível de aditivos (sou alérgica a conservantes, caso já não tenha falado um milhão de vezes por aqui). Também evito a qualquer custo os enlatados, não só por causa dos conservantes, mas porque normalmente são feios e ruins.

O pessoal do bentô em geral usa bastante embutidos – salsichas, presunto, queijos processados. São práticos e se prestam muito bem pra fazer bichinhos e florzinhas e tal. Também não são muito saudáveis, por isso não tem muito disso por aqui.

Bentô 18, arrumação e cuidados com o pote

Este é o bentô 18.

Bentô 18

Arroz jasmim: Pra quem nunca ouviu falar, é uma variedade muito utilizada na culinária tailandesa. Ele tem grãos finos, longos e é aromático – daí o nome. Tem um saborzinho amanteigado que é delícia.

Feijão: Carioquinha, comum. Cozinho na noite anterior, e de manhã eu tempero (nesse caso, só alho, sal e pimenta do reino, que é o que tinha em casa).

Frango ao curry: Com cebola, cenoura e cebolinha. Lavemente adocicado por causa do mirin, e levemente picante por causa do curry. Nham!

Ingredientes:
– 400gr de cubos de peito de frango picado
– cebola média picada
– 2 cenouras pequenas (ou uma grande) picada
– 1 colher de óleo sem sabor (soja, canola, milho etc)
– 1 colher de sopa de curry em pó
– 1/3 a 1/2 xícara de mirin (depende do quão adocicado você quer)
– sal e cebolinha a gosto
– Algumas gotas de óleo de gergelim

Preparo:
Refogue a cebola no óleo comum até dourar. Junte a cenoura. Acrescente o frango e refogue um pouco até selar (ficar com a superfície branquinha). Adicione o mirin e o sal, e mexa até o líquido secar um pouco. Por último, coloque o curry, misture rapidamente e desligue – o curry perde o aroma se ficar muito tempo no fogo. Coloque algumas gotinhas do óleo de gergelim, para dar gosto (é bem forte!). A cebolinha pode ser acrescentada no meio do processo ou no final, se preferir ela mais fresca.

***
Sobre a montagem

Eu ADORO curry, mas ele pode manchar sua bentô box de plástico ou de madeira, principalmente se for de cor clara. Depois de amarelar algumas de maneira irreversível (chuif), eu comecei a tomar mais cuidado.

Não é apenas curry que tem esse potencial destruidor: shoyu, molho de tomate e alimentos com caldo, em geral podem estragar sua box, principalmente se você esquentar o bentô no microondas antes de comer. Mas com alguns cuidados bestas você pode minimizar os riscos.

Papel manteiga

Por exemplo: no caso do curry, eu cobri o pote com papel manteiga antes do colocar. Não me importei muito com a divisória, porém… Minha preocupação é mais com os cantos, que costumam esquentar mais do que o meio no microondas, e é onde geralmente mancha. Se a divisória fosse de uma cor mais clara eu me preocuparia com ela também.

No caso do feijão, que tem um pouco de caldo, é bom tomar cuidado também. Se for feijão preto, ou um chili com molho de tomate, ou mesmo um estrogonofe, cuidado se sua box tiver fundo claro. Não achei necessário usar papel manteiga – a box tem cor forte, feijão carioca é clarinho e eu provavelmente não ia esquentar no microondas na hora de comer. Fiz apenas uma caminha com o arroz branco, para evitar o contato direto do caldo do feijão com o fundo pote.

1.
Caminha de arroz

2.
Feijão por cima

Completei o arroz e o feijão no cantinho (por razões estéticas!), acrescentei cebolinha, pimenta do reino e tcharam.

Bentô 18

Bentô 17: Arroz integral, shitake, edamame

Este bentô tá bastante ajaponesado. Se você não curte ou não tem acesso fácil a esses ingredientes, fica só pela curiosidade. :)
Ah, e para os veggies/vegans, esse é um bentô lotado de proteína.

Bento 17

Arroz japonês integral:Cozido na panela de pressão pra ficar na consistência certa de onigiri (que eu fiz pra congelar). Explico como faço neste post. Em cima do arroz, coloquei uma umeboshi (conserva de ameixa japonesa, tradicionalíssimo para acompanhar arroz ou rechear onigiri).

Shitake: desidratado, cozido no vapor depois refogado com manteiga, mirin e shoyu. Vou fazer esses dias um post mais detalhado, mas por enquanto vejam as dicas importantes deste post aqui.

Edamame: em alguns mercados mais completos você encontra edamame – grãos de soja verde – na sessão de congelados. Tem um sabor bem sutil, e você pode comer cru mesmo, ou refogar junto com legumes (como neste caso, refogado com cenoura, sal e azeite), usar em recheio de torta, cozinhar misturado com o arroz etc. Você também encontra edamame congelado na vagem, bastante popular no Japão como acompanhamento para cerveja em botecos (juro!).

Para acompanhar, caprichei na salada e embalei no esquema shaker, como expliquei no mesmo bentô do shitake. Embaixo, tomate e pepino com vinagre de maçã e cebolinha; no meio, rúcula picada; em cima, um punhadinho de um mix salgado de castanhas.

Shaker 2
Gente, como eu tô mimada hoje! 😛

Comece simples (ou Bentô 16): Arroz, feijão, ovos mexidos

Começando 2014 com o bentô mais simples possível. Sabe quando você não tem nada na geladeira, não tem tempo nem paciência para ir ao mercado? Até nesses momentos dá para fazer bentô.

bento16

Arroz: Comum, parabolizado, leva uns vinte minutos pra fazer.

Ovo mexido: não leva nem cinco, mesmo se você picar algo para acrescentar – no caso, um pouco de pimentão verde, que eu refoguei com água mesmo uns cinco minutos antes, só pra amolecer. As coisinhas em laranja que parecem folhinhas são flocos de peixe bonito (katsuoboshi), fácil de achar em qualquer mercearia oriental.

Feijãodemora um pouco mais; mas eu cozinhei na noite anterior, só com folhas de louro e sal, e de manhã, fritei um pouco de cebola e alho e acrescentei, junto com pimenta moída na hora – 10 minutos no máximo. Ah, e eu só tinha esse feijão vermelho em casa, e foi ele mesmo!

Preparei a comida logo que acordei, e deixei esfriando enquanto tomava café da manhã.

Esse post é para incentivar você que quer começar a fazer bentô em 2014, mas tá com certa preguiça achando que é difícil, vai demorar eras etc… Não precisa ser sofisticado para ser gostoso, nem pra ser bonito. Nem mesmo precisa ser bonito se não quiser! Comece simples, que logo vira hábito.

Bentô 15: Arroz com lentilhas, miniburger, batata doce

Sem muito segredo o bentô de hoje! Foi todo preparado na noite anterior, e de manhã foi só empacotar.

O arroz com lentilhas já apareceu várias vezes. Os miniburgers tem receita e passo-a-passo aqui. E a batata doce eu preparei exatamente da mesma maneira que a abóbora deste post. Recomendo!

Pra acompanhar, uma saladinha de pepino com tomate. Deixei marinando na geladeira, na noite anterior, com vinagre e um pouco de sal. Se quiser “ajaponesar” a coisa, coloque também um pouquinho de mirin (sake culinário) e/ou um pouco de açúcar.

Macarrão no Bentô

AMO macarrão. Mesmo. Mas é o tipo de coisa que normalmente precisa ser preparado na hora de comer, porque depois não fica a mesma coisa, né?

NÃO! Dá pra levar macarrão no bentô sem problemas, observando alguns cuidados na hora de preparar.

O principal, que vale também se for comer na hora, é NÃO COZINHAR DEMAIS A MASSA. Se passar um pouquinho do tempo, ela fica molenga, grudenta e já era. A dica é ver o tempo indicado na embalagem e começar a checar o cozimento pelo menos uns dois minutos antes do limite. O ponto ideal é o que chamam por aí de al dente: totalmente cozido, mas ainda firme. Pegue um pedaço, dá uma mordidinha e se ainda estiver durinho dentro, espere mais um pouquinho. Quando parecer totalmente cozido, corre e tira do fogo!

O problema em relação ao bentô é que mesmo fora da panela, a massa continua cozinhando no seu próprio calor. Se você vai comer na hora, sem problemas, mas se deixar para comer mais tarde há grandes chances de ela ter passado do ponto e ficado molenga, grudenta, e não exatamente apetitosa.

O truque (?), então, é esfriar a massa rapidamente, assim que ela estiver no ponto. Os mais radicais sugerem colocar em uma travessa com água fria e cubos de gelo. Na preguiça do dia a dia, eu costumo colocar debaixo da torneira mesmo, em uma peneira, até esfriar totalmente (funciona bem com massas integrais, naturalmente mais durinhas, e as básicas desidratadas; se a massa for fresca, é melhor não arriscar e colocar no gelo mesmo).

Por fim, acrescente o molho e/ou acompanhamentos. Para o bentô, quanto menos líquido no molho, melhor, para não empapar a massa. Fique atento também à capacidade de vedação da sua box, ou acidentes VÃO ACONTECER. Particularmente, é raro eu levar molho; gosto de macarrão com bastante azeite, ervas e pedaços (seja legume ou carne).

Dois exemplos:

Spaghetti integral com cogumelos (foto acima)

– Champignon (no caso, congelado; pode usar o em conserva se preferir)
– Shitake (já hidratado e cozido – IMPORTANTE)
– Manteiga a gosto (pode substituir por margarina ou algum óleo)
– Tomate-cereja
– Salsinha
– Sal e pimenta do reino à gosto

Refogue os cogumelos na manteiga; quando já estiverem bem cozidinhos e macios, acrescente o tomate cereja e a salsa. Refogue rapidamente, para manter o tomate ainda firme e a salsa o mais fresca possível.
Espere a mistura esfriar um pouco antes de misturar à massa cozida e já fria. É nesse momento que eu acrescento o sal e a pimenta, e se achar necessário, um pouco de azeite.

Macarrão gravatinha com tomate e manjericão

– Dois tomates picados
– Dois dentes de alho picados
– Azeite
– Manjericão desidratado
– Sal e pimenta-do-reino à gosto

Refogue rapidamente o alho no azeite – se passar do dourado, ele amarga. Acrescente o tomate e refogue também rapidamente, sem deixar ele se desfazer. Desligue o fogo, acrescente o manjericão, e espere a mistura esfriar um pouco antes de misturar à massa, já fria. Acrescente sal e pimenta, e mais azeite se achar necessário.

Omelete de espinafre

Esse bentô foi feito às pressas, com poucos ingredientes, e não tem muito segredo: arroz japonês (com furikake de chá verde, cuja receita estou devendo), milho verde, umeboshi, e omelete.

Vocês já devem ter reparado que faço muitos bentôs com omelete, não? Não tem jeito: sempre tem ovo na geladeira para alguma emergência, e omelete é fácil de fazer, rápido, gostoso, fonte de proteína, e pra não ficar chato, dá para misturar praticamente qualquer coisa e fazer infinitas variações.

Essa é uma que eu faço com bastante frequência, omelete com espinafre. Os ovo-lácteo-vegetarianos já estão familiarizados com o espinafre como fonte de ferro. Fica a dica para dar uma variada, e acrescentar uma corzinha ao bentô.

Não sei nem se dá para considerar isso uma receita: trituro o espinafre já cozido no processador, misturo com os ovos e os temperos antes de colocar na frigideira. Se não tem processador (eu recomendo comprar, é um dos aparatos mais usados na minha cozinha), é só picar miudinho na faca. Moleza, vai?

Bentô 14: Arroz, shitake, salada de folhas e legumes

Este é um bentô sem carne. O que vocês podem ver ao lado das ervilhas é shitake refogadinho. O shitake é muito saboroso e bastante nutritivo. Gosto de usar como substituto da carne nos meus bentôs, e também em molho de tomate, com uma massa.

É possível encontrar shitake fresco por aí, mas normalmente em compro ele desidratado e deixo no armário para emergências. Antes de usar, precisa deixar hidratando em uma tigela por algumas hora. Então é o tipo de coisa que precisa programar pelo menos um dia antes.

Porém, atenção: não coma shitake cru! Ele possui uma substância chamada Lentinano que é associada ao fortalecimento do sistema imunológico e eficaz até no combate ao câncer… mas cerca de 10% das pessoas que a consomem podem desenvolver uma dermatite aguda maluca. O lentinano se degrada completamente com o cozimento, então, é só cozinhar bem o shitake depois de hidratá-lo que ninguém corre o risco de ser premiado. No meu caso, hidratei, depois cozinhei no vapor, e só aí fui preparar.

Fonte: Wikipedia
Leia também essa matéria do NY Times.

Shitake: Preparado da mesma forma que o shimeji do bentô 10.

Ervilhas: Direto do freezer para o bentô.

Arroz: Gohan, arroz japonês sem tempero, com furikake de chá verde (feito em casa – receita em breve!)

Salada: escarola crua picada; abobrinha e cenoura cozidas e temperadas com limão, mostarda e mel.

Salada de folhas cruas tem que ir sem tempero, senão na hora do almoço elas vão estar totalmente murchas. Porém, OH! HÁ UMA MANEIRA!!

Em um pote vertical, coloquei a salada de legumes bem temperadinha. Por cima, as folhas cruas, lavadas e secas. Como não estavam imersas no tempero, as folhas se mantiveram inteirinhas, e na hora de comer, foi só chacoalhar bem o pote para misturar. Quase um Mc Salad Shaker.

Ainda vou testar pra ver se funciona com alface, que é mais sensível que a escarola… Mas esse princípio do shaker parece bem interessante para aquelas saladas caprichadas que servem como refeições completas! Pretendo fazer uns testes e postar sugestões por aqui, para o verãozão.

Bentô 13: Arroz integral, lentilha, vegetais e ovo

Nem adianta falar muito desse bentô, porque eu sei que as pessoas vão reparar apenas no ovo cozido com cara de ursinho!

Minha amiga Débora K. (essa fofa!) esteve no Japão e trouxe algumas lembrancinhas pra mim, entre elas formas para moldar ovos cozidos. Ela entregou para mim dizendo algo como “lembrei de você quando vi, mas agora, pensando melhor, não sei se você vai gostar, é meio infantil blá blá blá”. Bobagem, eu ADOREI! Ainda não tive tempo de fazer os ovos sem pressa, pra aprender a moldar direitinho sem eles quebrarem ou ficarem muito apagados, mas é só por isso que não coloquei no blog!

O ursinho da foto, por exemplo, ficou meio estourado e sem orelhas, mas é porque eu errei no ovo cozido (sim, é possível: eu tava com sono, botei o ovo na água fervendo direto da geladeira, e o choque de temperatura fez a casca rachar, clara vazou, etc). Semana que vem vou fazer uma sessão de ovos com carinhas, com fotos passo a passo.

Aliás, as forminhas de ovos de galinha são essas Yude Tama Egg Molds ; as de ovos de codorna não têm na Bento & Co, mas eu tiro fotos e posto em breve.

Quanto aos demais elementos do bentô…

Arroz integral: arroz japonês. Expliquei como faço na panela de pressão neste post.

Lentilhas: cozida com água, alho, sal e salsinha. Coloquei por baixo do arroz, pois estava com bastante caldo e corria o risco de vazar. Fica a dica!

Vegetais: espinafre cozido (e espremido para sair o excesso de água), as vagens que preparei para este bentô, e um mix de legumes congelados que eu tinha no freezer (cenoura, brócolis e couve flor) refogados com shoyu.