Bentô 18, arrumação e cuidados com o pote

Este é o bentô 18.

Bentô 18

Arroz jasmim: Pra quem nunca ouviu falar, é uma variedade muito utilizada na culinária tailandesa. Ele tem grãos finos, longos e é aromático – daí o nome. Tem um saborzinho amanteigado que é delícia.

Feijão: Carioquinha, comum. Cozinho na noite anterior, e de manhã eu tempero (nesse caso, só alho, sal e pimenta do reino, que é o que tinha em casa).

Frango ao curry: Com cebola, cenoura e cebolinha. Lavemente adocicado por causa do mirin, e levemente picante por causa do curry. Nham!

Ingredientes:
– 400gr de cubos de peito de frango picado
– cebola média picada
– 2 cenouras pequenas (ou uma grande) picada
– 1 colher de óleo sem sabor (soja, canola, milho etc)
– 1 colher de sopa de curry em pó
– 1/3 a 1/2 xícara de mirin (depende do quão adocicado você quer)
– sal e cebolinha a gosto
– Algumas gotas de óleo de gergelim

Preparo:
Refogue a cebola no óleo comum até dourar. Junte a cenoura. Acrescente o frango e refogue um pouco até selar (ficar com a superfície branquinha). Adicione o mirin e o sal, e mexa até o líquido secar um pouco. Por último, coloque o curry, misture rapidamente e desligue – o curry perde o aroma se ficar muito tempo no fogo. Coloque algumas gotinhas do óleo de gergelim, para dar gosto (é bem forte!). A cebolinha pode ser acrescentada no meio do processo ou no final, se preferir ela mais fresca.

***
Sobre a montagem

Eu ADORO curry, mas ele pode manchar sua bentô box de plástico ou de madeira, principalmente se for de cor clara. Depois de amarelar algumas de maneira irreversível (chuif), eu comecei a tomar mais cuidado.

Não é apenas curry que tem esse potencial destruidor: shoyu, molho de tomate e alimentos com caldo, em geral podem estragar sua box, principalmente se você esquentar o bentô no microondas antes de comer. Mas com alguns cuidados bestas você pode minimizar os riscos.

Papel manteiga

Por exemplo: no caso do curry, eu cobri o pote com papel manteiga antes do colocar. Não me importei muito com a divisória, porém… Minha preocupação é mais com os cantos, que costumam esquentar mais do que o meio no microondas, e é onde geralmente mancha. Se a divisória fosse de uma cor mais clara eu me preocuparia com ela também.

No caso do feijão, que tem um pouco de caldo, é bom tomar cuidado também. Se for feijão preto, ou um chili com molho de tomate, ou mesmo um estrogonofe, cuidado se sua box tiver fundo claro. Não achei necessário usar papel manteiga – a box tem cor forte, feijão carioca é clarinho e eu provavelmente não ia esquentar no microondas na hora de comer. Fiz apenas uma caminha com o arroz branco, para evitar o contato direto do caldo do feijão com o fundo pote.

1.
Caminha de arroz

2.
Feijão por cima

Completei o arroz e o feijão no cantinho (por razões estéticas!), acrescentei cebolinha, pimenta do reino e tcharam.

Bentô 18

Passo-a-passo: omelete de florzinha

*Estou temporariamente sem minha câmera fotográfica, então tirei as fotos com o celular mesmo. Desculpem pela má qualidade! Assim que puder refaço as fotos!

Uma boa ideia para decorar seu bentô: usar uma rodela de pimentão picado como forminha para o omelete. Simples, bonito, e gostoso!

Misture os ovos com uma pitada de sal e temperos de sua preferência. Para um pimentão médio, usei dois ovos pequenos.

Escolha um pimentão mais retinho e corte as rodelas com uns 0,7 de espessura, mais ou menos. Acerte o formato retirando as partes branquinhas do centro.

Você pode ferver as rodelas rapidamente em um pouco de água, ou dar uma fritadinha rápida nelas antes de colocar a mistura de ovos. Você quem sabe.

Em uma frigideira antiaderente, untada com um pouco de óleo, coloque delicadamente a mistura de ovos e temperos dentro da rodela de pimentão, até no máximo dois terços da altura da rodela, porque o omelete vai inflar um pouquinho.

Ah, notem que eu disse DELICADAMENTE. Porque eu, com celular na mão, ao invés de ir colocando o ovo aos poucos com uma colher, tentei virar a tigela e o resultado foi este abaixo. Portanto… Coloquem a mistura aos poucos com uma colher. :3

Assim que o omelete estiver começando a ficar firme, vire. Mantenha o fogo baixo e fique bem atento, porque fica pronto bem rápido e se queimar não vai ficar tão bonitinho…

O que escapar da forminha, é só cortar e colocar por baixo. A mesma coisa com o que sobrar da mistura, que pode virar ovo mexido e ficar escondidinho. Sem desperdício.

No site de onde tirei a ideia (que já não me lembro mais qual é), havia também a sugestão de usar uma rodela de cebola como molde. Ainda não fiz, mas quando testar acrescento aqui. Eu só recomendaria não deixar de ferver ou fritar a cebola antes, se você não curtir ficar com bafão de cebola crua. 😉

Macarrão no Bentô

AMO macarrão. Mesmo. Mas é o tipo de coisa que normalmente precisa ser preparado na hora de comer, porque depois não fica a mesma coisa, né?

NÃO! Dá pra levar macarrão no bentô sem problemas, observando alguns cuidados na hora de preparar.

O principal, que vale também se for comer na hora, é NÃO COZINHAR DEMAIS A MASSA. Se passar um pouquinho do tempo, ela fica molenga, grudenta e já era. A dica é ver o tempo indicado na embalagem e começar a checar o cozimento pelo menos uns dois minutos antes do limite. O ponto ideal é o que chamam por aí de al dente: totalmente cozido, mas ainda firme. Pegue um pedaço, dá uma mordidinha e se ainda estiver durinho dentro, espere mais um pouquinho. Quando parecer totalmente cozido, corre e tira do fogo!

O problema em relação ao bentô é que mesmo fora da panela, a massa continua cozinhando no seu próprio calor. Se você vai comer na hora, sem problemas, mas se deixar para comer mais tarde há grandes chances de ela ter passado do ponto e ficado molenga, grudenta, e não exatamente apetitosa.

O truque (?), então, é esfriar a massa rapidamente, assim que ela estiver no ponto. Os mais radicais sugerem colocar em uma travessa com água fria e cubos de gelo. Na preguiça do dia a dia, eu costumo colocar debaixo da torneira mesmo, em uma peneira, até esfriar totalmente (funciona bem com massas integrais, naturalmente mais durinhas, e as básicas desidratadas; se a massa for fresca, é melhor não arriscar e colocar no gelo mesmo).

Por fim, acrescente o molho e/ou acompanhamentos. Para o bentô, quanto menos líquido no molho, melhor, para não empapar a massa. Fique atento também à capacidade de vedação da sua box, ou acidentes VÃO ACONTECER. Particularmente, é raro eu levar molho; gosto de macarrão com bastante azeite, ervas e pedaços (seja legume ou carne).

Dois exemplos:

Spaghetti integral com cogumelos (foto acima)

– Champignon (no caso, congelado; pode usar o em conserva se preferir)
– Shitake (já hidratado e cozido – IMPORTANTE)
– Manteiga a gosto (pode substituir por margarina ou algum óleo)
– Tomate-cereja
– Salsinha
– Sal e pimenta do reino à gosto

Refogue os cogumelos na manteiga; quando já estiverem bem cozidinhos e macios, acrescente o tomate cereja e a salsa. Refogue rapidamente, para manter o tomate ainda firme e a salsa o mais fresca possível.
Espere a mistura esfriar um pouco antes de misturar à massa cozida e já fria. É nesse momento que eu acrescento o sal e a pimenta, e se achar necessário, um pouco de azeite.

Macarrão gravatinha com tomate e manjericão

– Dois tomates picados
– Dois dentes de alho picados
– Azeite
– Manjericão desidratado
– Sal e pimenta-do-reino à gosto

Refogue rapidamente o alho no azeite – se passar do dourado, ele amarga. Acrescente o tomate e refogue também rapidamente, sem deixar ele se desfazer. Desligue o fogo, acrescente o manjericão, e espere a mistura esfriar um pouco antes de misturar à massa, já fria. Acrescente sal e pimenta, e mais azeite se achar necessário.

Omelete de espinafre

Esse bentô foi feito às pressas, com poucos ingredientes, e não tem muito segredo: arroz japonês (com furikake de chá verde, cuja receita estou devendo), milho verde, umeboshi, e omelete.

Vocês já devem ter reparado que faço muitos bentôs com omelete, não? Não tem jeito: sempre tem ovo na geladeira para alguma emergência, e omelete é fácil de fazer, rápido, gostoso, fonte de proteína, e pra não ficar chato, dá para misturar praticamente qualquer coisa e fazer infinitas variações.

Essa é uma que eu faço com bastante frequência, omelete com espinafre. Os ovo-lácteo-vegetarianos já estão familiarizados com o espinafre como fonte de ferro. Fica a dica para dar uma variada, e acrescentar uma corzinha ao bentô.

Não sei nem se dá para considerar isso uma receita: trituro o espinafre já cozido no processador, misturo com os ovos e os temperos antes de colocar na frigideira. Se não tem processador (eu recomendo comprar, é um dos aparatos mais usados na minha cozinha), é só picar miudinho na faca. Moleza, vai?

Feliz 2013 + bolo de maçã

O mundo não acabou, galera!
Em primeiro lugar, feliz 2013!
Em segundo, obrigada a todo mundo que passou por aqui nos últimos meses apesar da falta de atualizações. Vou responder os recados um por um, juro!

Para começar o ano de comilanças, deixo com vocês a receita do meu mundialmente(?) famoso (??) bolo de maçã. Não, não é exatamente uma receita para bentô… mas ter um pedaço de bolo para comer à tarde, com um chá quentinho, em uma pausa do trabalho, sempre anima meu dia! E este bolo em especial, além de delicioso, é ridiculamente fácil de fazer. Sério, não precisa nem de batedeira.

Bolo de maçã com aveia

Ingredientes:

1 xícara farinha de trigo
1 xícara de açúcar (comum ou mascavo)
1 xícara de aveia em flocos finos
3 maçãs descascadas picadas em cubos
3 ovos inteiros
50g de manteiga (ou margarina)
1 colher de sopa de canela em pó
1 colher de sopa de fermento químico

Em uma tigela, adicione todos os ingredientes e mexa com uma colher até que a mistura fique uniforme. Asse uma forma untada e farinhada por 40 minutos, em forno pre-aquecido em torno de 180 graus.

Essa é a receita básica, e a partir dela você pode fazer variações – acrescentar frutas secas, nozes, amêndoas… Por exemplo, no bolo da foto acrescentei meia xícara de nozes picadas (por volta de cinco nozes, trituradas no processador), um punhado de passas, e uma boa pitada de noz moscada. Às vezes, se a mistura estiver muito seca, acrescento um pouquinho de leite. Se fizerem alguma variação muito louca, fiquem à vontade para compartilhar!

Ah, e o bolo ficou com essa cor por causa do açúcar mascavo, que eu acho mais gostoso (e dizem por aí que é mais saudável); se usar o refinado comum, o bolo vai ficar branquinho.

Que 2013 seja um lindo ano para todos nós!
E que o cheiro delicioso que este bolo vai deixar na cozinha de vocês seja suficiente para que perdoem minha ausência. 😉

Bentô 14: Arroz, shitake, salada de folhas e legumes

Este é um bentô sem carne. O que vocês podem ver ao lado das ervilhas é shitake refogadinho. O shitake é muito saboroso e bastante nutritivo. Gosto de usar como substituto da carne nos meus bentôs, e também em molho de tomate, com uma massa.

É possível encontrar shitake fresco por aí, mas normalmente em compro ele desidratado e deixo no armário para emergências. Antes de usar, precisa deixar hidratando em uma tigela por algumas hora. Então é o tipo de coisa que precisa programar pelo menos um dia antes.

Porém, atenção: não coma shitake cru! Ele possui uma substância chamada Lentinano que é associada ao fortalecimento do sistema imunológico e eficaz até no combate ao câncer… mas cerca de 10% das pessoas que a consomem podem desenvolver uma dermatite aguda maluca. O lentinano se degrada completamente com o cozimento, então, é só cozinhar bem o shitake depois de hidratá-lo que ninguém corre o risco de ser premiado. No meu caso, hidratei, depois cozinhei no vapor, e só aí fui preparar.

Fonte: Wikipedia
Leia também essa matéria do NY Times.

Shitake: Preparado da mesma forma que o shimeji do bentô 10.

Ervilhas: Direto do freezer para o bentô.

Arroz: Gohan, arroz japonês sem tempero, com furikake de chá verde (feito em casa – receita em breve!)

Salada: escarola crua picada; abobrinha e cenoura cozidas e temperadas com limão, mostarda e mel.

Salada de folhas cruas tem que ir sem tempero, senão na hora do almoço elas vão estar totalmente murchas. Porém, OH! HÁ UMA MANEIRA!!

Em um pote vertical, coloquei a salada de legumes bem temperadinha. Por cima, as folhas cruas, lavadas e secas. Como não estavam imersas no tempero, as folhas se mantiveram inteirinhas, e na hora de comer, foi só chacoalhar bem o pote para misturar. Quase um Mc Salad Shaker.

Ainda vou testar pra ver se funciona com alface, que é mais sensível que a escarola… Mas esse princípio do shaker parece bem interessante para aquelas saladas caprichadas que servem como refeições completas! Pretendo fazer uns testes e postar sugestões por aqui, para o verãozão.

Bentô 12: Onigiri, hamburger, vagem

Esse é um bentô simples, montado rapidinho com coisas que eu tinha no freezer. Vale fazer algumas notas.

Onigiri: arroz branco com espinafre, mais um de arroz integral.

Para o onigiri com espinafre, escalde o espinafre, folhas e caules, até ficar macio. Escorra e drene bem, para tirar o excesso de líquido (eu aperto na mão, mesmo, mas pode usar uma peneira se quiser). Pique bem pequeno, e misture ao arroz recém cozido, com cuidado para não amassar os grãos. Aí, é só fazer os onigiris e comer/empacotar/congelar.

Já o onigiri de arroz integral leva um pouco mais de tempo. Para fazer onigiri, o arroz precisa estar na consistência ideal – grudento mas não empapado, com os grãos bem definidos. Isso é um pouco complicado de acertar em panela comum. Se você tem uma daquelas panelas de arroz japonesas com regulagem para Genmai (arroz integral japonês), não terá problemas. Eu não tenho, então, aprendi que dá pra fazer na panela de pressão (mas aceito uma panela japonesa de presente, se quiserem me dar!).

Arroz japonês integral na panela de pressão
– duas xícaras de arroz japonês integral
– duas xícaras e meia de água fria
– pitada de sal

Lave e escorra bem o arroz. Coloque na panela de pressão com a água fria e o sal, e deixe de molho por ao menos uma hora (pode deixar durante a noite). Feche a panela, leve ao fogo, e assim que pegar pressão, deixe em fogo baixo por 20 minutos. Desligue, tire a pressão (ou espere despressurizar sozinho) e está pronto, arroz integral na consistência perfeita para onigiri. As instruções do onigiri são as mesmas para o arroz branco. Essa medida dá pra uns 8 a 10 onigiris pequenos, e eu sempre faço vários de uma vez pra congelar.

Vagem: Marinada com limão, sal, açúcar e um pouco de pimenta.

Atualmente, é a minha forma preferida de preparar vagem-manteiga para bentô. Lave, pique e ferva rapidamente as vagens; misture-as ainda quente, em um pote de vidro, com suco de limão (ou vinagre), açúcar, sal e um pouco de pimenta. Deixe marinando algumas horas (ou durante a noite) antes de consumir, e elas duram pelo menos uns três dias na geladeira.

Hamburger: Caseiro, receita aqui.

Salada: Alface e tomate, simples.

Bentô 10: Shimeji, feijão branco e arroz integral

Aí está um bentô vegano! Todos os componentes são ótimas fontes vegetais de proteína, além de fornecer nutrientes importantes (ferro, magnésio, vitaminas, ácido fólico, blá blá blá). Fica perfeito se completar com uma salada de folhas e uma fruta.

O destaque é o cogumelo shimeji, que além de delicioso é bastante nutritivo e pouquíssimo calórico (se você se importa). É fácil preparar à moda oriental.

Arroz integral: comum, temperado apenas com um pouco de sal.

Feijão branco: temperado com alho, sal, pimenta do reino. Os verdes são pedacinhos de vagem picada.

Ervilhas: congeladas, direto do freezer para o bentô. Reforço de proteína!

Shimeji: branco, à moda oriental. Receita abaixo!

Ingredientes:

– 2 bandejinhas de shimeji, branco ou preto
– 1 colher de sopa de margarina
– 1 colher de sopa de açúcar (neste caso, usei mascavo)
– 3/4 de xícara de shoyu
– 1/2 xícara de sakê culinário (ou vinho branco) – pode tirar, mas faz diferença no sabor!

Derreta a manteiga em uma panela pequena e refogue rapidamente os cogumelos (lavados, escorridos, e com a parte mais dura do talo removida). Acrescente os demais ingredientes e mexa um pouco durante o processo até a mistura engrossar. Fácil demais!

Bentô 9: Cuscuz marroquino e omelete

Cuscuz marroquino: com cebola, tomate, shimeji branco e cheiro verde picadinho.

Omelete: bem ocidental, com manjericão seco e lascas de parmesão. Três ovos, para duas pessoas.

Salada: escarola e azeitona preta.

Cuscuz marroquino, ou sêmola em grãos, é ótimo para bentô, por ser rápido e ridiculamente fácil de preparar – é só hidratar e temperar como quiser! Dá pra fazer como salada, é ótimo substituto para o arroz, e, dependendo de como você temperar, vira prato principal. Você encontra em bons supermercados a sêmola pura ou já temperada – eu sempre vou na pura, porque não me dou bem com temperos prontos e gosto de inventar misturas.

A receita abaixo é como foi feito o bentô da foto. As possibilidades são infinitas! Pretendo fazer uma versão com amêndoas em breve.

Ingredientes
– 2 copos de Cuscuz marroquino (sêmola em grãos)
– 5 copos de água fervente
– 1 cebola picada
– 1 tomate italiano picado
– 1 colher de sopa de óleo de cozinha ou manteiga
– 1/2 bandejinha de shimeji branco (mais ou menos minha mão cheia)
– Cheiro verde a gosto
– Sal e pimenta do reino moída

Siga as intruções da embalagem para hidratar o cuscuz (normalmente, é 1 1/2 de água fervente para cada xícara de cuscuz, por 5 minutos). Ele aumenta bastante de volume; portanto, um copo para cada pessoa + ingredientes dá uma porção generosa.

Em uma panela, refogue a cebola e o shimeji (lavado, escorrido, com as partes mais duras do talo removidas) no óleo (ou manteiga, ou margarina). Acrescente o tomate picado e refogue mais um pouco. Adicione o cuscuz hidratado e o sal, e misture bem. Desligue o fogo, acrescente cheiro verde e a pimenta.

Abaixo, a versão redonda do mesmo bentô.

Arroz com lentilhas

O arroz branco é fonte de carboidratos, fundamentais para nosso dia a dia, mas deixa um pouco a desejar em outros nutrientes (perdidos durante o processamento). Além disso, tem índice glicêmico (IG) muito alto, o que não é nada bom para quem tem tendência a diabetes ou faz dieta para emagrecer. Combinar o arroz com alguma leguminosa (feijões, grão de bico, lentilhas, ervilhas) baixa o IG, acresenta nutrientes importantes e, de brinde, resulta em uma combinação proteica semelhante à encontrada em alimentos de origem animal, como carne, leite e ovos.

Portanto, dica de ouro para melhorar a qualidade do seu bentô!

Ingredientes:
1/2 xícara de lentilhas
1 xícara de arroz branco
2+1/2 xícaras de água fervente
1/2 cebola picada
1 dente pequeno de alho
Óleo para cozinhar
Sal a gosto

Na noite anterior (ou pelo menos umas duas horas antes de cozinhar), lave e escolha a lentilha, e deixe de molho. Aqueça um fio de óleo em uma panela e refogue a cebola. Acrescente o alho (ele fica amargo se refogar desde o começo com a cebola), o arroz e as lentilhas, hidratadas e escorridas. Acrescente a água fervente e o sal, cozinhe em fogo alto até a água baixar, depois em fogo baixo até secar (tempo total: entre 15 e 20 minutos). Como sugestão, acrescente um pedacinho de gengibre ralado e/ou meia colher de chá de canela em pó para deixar mais aromático.

A proporção lentilha – arroz branco – água é mais ou menos 1/2 – 1 – 2+1/2.

Para fazer com arroz integral (recomendo!), a proporção seria 1/2 – 1 – 4. Com arroz integral leva quase o dobro do tempo para ficar pronto (considere isso se for preparar o bentô de manhã).

Na foto, acrescentei por cima algumas sementes de linhaça. Para uma refeição completa, combine com legumes e vegetais, e se achar necessário, com algum outro grão (ervilhas por exemplo) ou fonte de proteína (se você não for vegan, um ovo é o suficiente).

UPDATE: Dá para fazer uma quantidade grande e congelar, que continua perfeito. Congele da mesma forma que congela o arroz puro: separe porções individuais em potes, saquinhos tipo zip-lock ou filme plástico e feche bem enquanto ainda estiver quente, para que mantenha a umidade. Para descongelar, tire do plástico e leve ao microndas ou ao vapor.