Bentô 17: Arroz integral, shitake, edamame

Este bentô tá bastante ajaponesado. Se você não curte ou não tem acesso fácil a esses ingredientes, fica só pela curiosidade. :)
Ah, e para os veggies/vegans, esse é um bentô lotado de proteína.

Bento 17

Arroz japonês integral:Cozido na panela de pressão pra ficar na consistência certa de onigiri (que eu fiz pra congelar). Explico como faço neste post. Em cima do arroz, coloquei uma umeboshi (conserva de ameixa japonesa, tradicionalíssimo para acompanhar arroz ou rechear onigiri).

Shitake: desidratado, cozido no vapor depois refogado com manteiga, mirin e shoyu. Vou fazer esses dias um post mais detalhado, mas por enquanto vejam as dicas importantes deste post aqui.

Edamame: em alguns mercados mais completos você encontra edamame – grãos de soja verde – na sessão de congelados. Tem um sabor bem sutil, e você pode comer cru mesmo, ou refogar junto com legumes (como neste caso, refogado com cenoura, sal e azeite), usar em recheio de torta, cozinhar misturado com o arroz etc. Você também encontra edamame congelado na vagem, bastante popular no Japão como acompanhamento para cerveja em botecos (juro!).

Para acompanhar, caprichei na salada e embalei no esquema shaker, como expliquei no mesmo bentô do shitake. Embaixo, tomate e pepino com vinagre de maçã e cebolinha; no meio, rúcula picada; em cima, um punhadinho de um mix salgado de castanhas.

Shaker 2
Gente, como eu tô mimada hoje! 😛

Macarrão no Bentô

AMO macarrão. Mesmo. Mas é o tipo de coisa que normalmente precisa ser preparado na hora de comer, porque depois não fica a mesma coisa, né?

NÃO! Dá pra levar macarrão no bentô sem problemas, observando alguns cuidados na hora de preparar.

O principal, que vale também se for comer na hora, é NÃO COZINHAR DEMAIS A MASSA. Se passar um pouquinho do tempo, ela fica molenga, grudenta e já era. A dica é ver o tempo indicado na embalagem e começar a checar o cozimento pelo menos uns dois minutos antes do limite. O ponto ideal é o que chamam por aí de al dente: totalmente cozido, mas ainda firme. Pegue um pedaço, dá uma mordidinha e se ainda estiver durinho dentro, espere mais um pouquinho. Quando parecer totalmente cozido, corre e tira do fogo!

O problema em relação ao bentô é que mesmo fora da panela, a massa continua cozinhando no seu próprio calor. Se você vai comer na hora, sem problemas, mas se deixar para comer mais tarde há grandes chances de ela ter passado do ponto e ficado molenga, grudenta, e não exatamente apetitosa.

O truque (?), então, é esfriar a massa rapidamente, assim que ela estiver no ponto. Os mais radicais sugerem colocar em uma travessa com água fria e cubos de gelo. Na preguiça do dia a dia, eu costumo colocar debaixo da torneira mesmo, em uma peneira, até esfriar totalmente (funciona bem com massas integrais, naturalmente mais durinhas, e as básicas desidratadas; se a massa for fresca, é melhor não arriscar e colocar no gelo mesmo).

Por fim, acrescente o molho e/ou acompanhamentos. Para o bentô, quanto menos líquido no molho, melhor, para não empapar a massa. Fique atento também à capacidade de vedação da sua box, ou acidentes VÃO ACONTECER. Particularmente, é raro eu levar molho; gosto de macarrão com bastante azeite, ervas e pedaços (seja legume ou carne).

Dois exemplos:

Spaghetti integral com cogumelos (foto acima)

– Champignon (no caso, congelado; pode usar o em conserva se preferir)
– Shitake (já hidratado e cozido – IMPORTANTE)
– Manteiga a gosto (pode substituir por margarina ou algum óleo)
– Tomate-cereja
– Salsinha
– Sal e pimenta do reino à gosto

Refogue os cogumelos na manteiga; quando já estiverem bem cozidinhos e macios, acrescente o tomate cereja e a salsa. Refogue rapidamente, para manter o tomate ainda firme e a salsa o mais fresca possível.
Espere a mistura esfriar um pouco antes de misturar à massa cozida e já fria. É nesse momento que eu acrescento o sal e a pimenta, e se achar necessário, um pouco de azeite.

Macarrão gravatinha com tomate e manjericão

– Dois tomates picados
– Dois dentes de alho picados
– Azeite
– Manjericão desidratado
– Sal e pimenta-do-reino à gosto

Refogue rapidamente o alho no azeite – se passar do dourado, ele amarga. Acrescente o tomate e refogue também rapidamente, sem deixar ele se desfazer. Desligue o fogo, acrescente o manjericão, e espere a mistura esfriar um pouco antes de misturar à massa, já fria. Acrescente sal e pimenta, e mais azeite se achar necessário.

Bentô 14: Arroz, shitake, salada de folhas e legumes

Este é um bentô sem carne. O que vocês podem ver ao lado das ervilhas é shitake refogadinho. O shitake é muito saboroso e bastante nutritivo. Gosto de usar como substituto da carne nos meus bentôs, e também em molho de tomate, com uma massa.

É possível encontrar shitake fresco por aí, mas normalmente em compro ele desidratado e deixo no armário para emergências. Antes de usar, precisa deixar hidratando em uma tigela por algumas hora. Então é o tipo de coisa que precisa programar pelo menos um dia antes.

Porém, atenção: não coma shitake cru! Ele possui uma substância chamada Lentinano que é associada ao fortalecimento do sistema imunológico e eficaz até no combate ao câncer… mas cerca de 10% das pessoas que a consomem podem desenvolver uma dermatite aguda maluca. O lentinano se degrada completamente com o cozimento, então, é só cozinhar bem o shitake depois de hidratá-lo que ninguém corre o risco de ser premiado. No meu caso, hidratei, depois cozinhei no vapor, e só aí fui preparar.

Fonte: Wikipedia
Leia também essa matéria do NY Times.

Shitake: Preparado da mesma forma que o shimeji do bentô 10.

Ervilhas: Direto do freezer para o bentô.

Arroz: Gohan, arroz japonês sem tempero, com furikake de chá verde (feito em casa – receita em breve!)

Salada: escarola crua picada; abobrinha e cenoura cozidas e temperadas com limão, mostarda e mel.

Salada de folhas cruas tem que ir sem tempero, senão na hora do almoço elas vão estar totalmente murchas. Porém, OH! HÁ UMA MANEIRA!!

Em um pote vertical, coloquei a salada de legumes bem temperadinha. Por cima, as folhas cruas, lavadas e secas. Como não estavam imersas no tempero, as folhas se mantiveram inteirinhas, e na hora de comer, foi só chacoalhar bem o pote para misturar. Quase um Mc Salad Shaker.

Ainda vou testar pra ver se funciona com alface, que é mais sensível que a escarola… Mas esse princípio do shaker parece bem interessante para aquelas saladas caprichadas que servem como refeições completas! Pretendo fazer uns testes e postar sugestões por aqui, para o verãozão.

Bentô 10: Shimeji, feijão branco e arroz integral

Aí está um bentô vegano! Todos os componentes são ótimas fontes vegetais de proteína, além de fornecer nutrientes importantes (ferro, magnésio, vitaminas, ácido fólico, blá blá blá). Fica perfeito se completar com uma salada de folhas e uma fruta.

O destaque é o cogumelo shimeji, que além de delicioso é bastante nutritivo e pouquíssimo calórico (se você se importa). É fácil preparar à moda oriental.

Arroz integral: comum, temperado apenas com um pouco de sal.

Feijão branco: temperado com alho, sal, pimenta do reino. Os verdes são pedacinhos de vagem picada.

Ervilhas: congeladas, direto do freezer para o bentô. Reforço de proteína!

Shimeji: branco, à moda oriental. Receita abaixo!

Ingredientes:

– 2 bandejinhas de shimeji, branco ou preto
– 1 colher de sopa de margarina
– 1 colher de sopa de açúcar (neste caso, usei mascavo)
– 3/4 de xícara de shoyu
– 1/2 xícara de sakê culinário (ou vinho branco) – pode tirar, mas faz diferença no sabor!

Derreta a manteiga em uma panela pequena e refogue rapidamente os cogumelos (lavados, escorridos, e com a parte mais dura do talo removida). Acrescente os demais ingredientes e mexa um pouco durante o processo até a mistura engrossar. Fácil demais!