Bentô 19 – Omelete, arroz jasmim com edamame

Hoje foi mais um daqueles dias em que eu saí catando o que tinha na geladeira para ver se dava para fazer um bentô. Isso quase sempre significa um bentô com omelete. Felizmente, eu tinha um pouco de palmito, sobra de jantares anteriores, e junto com umeboshi e um pouco de nori, o omelete superou minhas expectativas.

Bentô 19

Tinha também uma sobra de edamame congelado, que cozido junto com o arroz jasmim é uma das minhas combinações favoritas. Em vinte minutos ele cozinhou, enquanto eu tomava café da manhã. O omelete, entre picar e fazer, leva uns dez. E – oh, alegria! – descobri salada lavada na geladeira, que, fora o alface para enfeitar, trouxe em um potinho separado. Bentô resolvido! Arrumei rapidinho e deixei esfriando enquanto me trocava para o trabalho.

Nori cortado com tesoura em cima do arroz é absolutamente supérfulo ;)

Nori cortado com tesoura em cima do arroz é absolutamente supérfulo ;)

Conservas (palmito, azeitona, aspargos, umeboshi) e grãos congelados (edamame, ervilha, minho) são coisas que eu procuro sempre ter em casa, porque quebram um galhão na hora de fazer bentô. Como cozinho só pra mim (no máximo pra dois :P), me dou ao luxo de ser exigente com a qualidade das conservas – fuço o rótulo, pago mais caro pelas orgânicas, pelas “caseiras”, com o mínimo possível de aditivos (sou alérgica a conservantes, caso já não tenha falado um milhão de vezes por aqui). Também evito a qualquer custo os enlatados, não só por causa dos conservantes, mas porque normalmente são feios e ruins.

O pessoal do bentô em geral usa bastante embutidos – salsichas, presunto, queijos processados. São práticos e se prestam muito bem pra fazer bichinhos e florzinhas e tal. Também não são muito saudáveis, por isso não tem muito disso por aqui.

Passo-a-passo: omelete de florzinha

*Estou temporariamente sem minha câmera fotográfica, então tirei as fotos com o celular mesmo. Desculpem pela má qualidade! Assim que puder refaço as fotos!

Uma boa ideia para decorar seu bentô: usar uma rodela de pimentão picado como forminha para o omelete. Simples, bonito, e gostoso!

Misture os ovos com uma pitada de sal e temperos de sua preferência. Para um pimentão médio, usei dois ovos pequenos.

Escolha um pimentão mais retinho e corte as rodelas com uns 0,7 de espessura, mais ou menos. Acerte o formato retirando as partes branquinhas do centro.

Você pode ferver as rodelas rapidamente em um pouco de água, ou dar uma fritadinha rápida nelas antes de colocar a mistura de ovos. Você quem sabe.

Em uma frigideira antiaderente, untada com um pouco de óleo, coloque delicadamente a mistura de ovos e temperos dentro da rodela de pimentão, até no máximo dois terços da altura da rodela, porque o omelete vai inflar um pouquinho.

Ah, notem que eu disse DELICADAMENTE. Porque eu, com celular na mão, ao invés de ir colocando o ovo aos poucos com uma colher, tentei virar a tigela e o resultado foi este abaixo. Portanto… Coloquem a mistura aos poucos com uma colher. :3

Assim que o omelete estiver começando a ficar firme, vire. Mantenha o fogo baixo e fique bem atento, porque fica pronto bem rápido e se queimar não vai ficar tão bonitinho…

O que escapar da forminha, é só cortar e colocar por baixo. A mesma coisa com o que sobrar da mistura, que pode virar ovo mexido e ficar escondidinho. Sem desperdício.

No site de onde tirei a ideia (que já não me lembro mais qual é), havia também a sugestão de usar uma rodela de cebola como molde. Ainda não fiz, mas quando testar acrescento aqui. Eu só recomendaria não deixar de ferver ou fritar a cebola antes, se você não curtir ficar com bafão de cebola crua. 😉

Omelete de espinafre

Esse bentô foi feito às pressas, com poucos ingredientes, e não tem muito segredo: arroz japonês (com furikake de chá verde, cuja receita estou devendo), milho verde, umeboshi, e omelete.

Vocês já devem ter reparado que faço muitos bentôs com omelete, não? Não tem jeito: sempre tem ovo na geladeira para alguma emergência, e omelete é fácil de fazer, rápido, gostoso, fonte de proteína, e pra não ficar chato, dá para misturar praticamente qualquer coisa e fazer infinitas variações.

Essa é uma que eu faço com bastante frequência, omelete com espinafre. Os ovo-lácteo-vegetarianos já estão familiarizados com o espinafre como fonte de ferro. Fica a dica para dar uma variada, e acrescentar uma corzinha ao bentô.

Não sei nem se dá para considerar isso uma receita: trituro o espinafre já cozido no processador, misturo com os ovos e os temperos antes de colocar na frigideira. Se não tem processador (eu recomendo comprar, é um dos aparatos mais usados na minha cozinha), é só picar miudinho na faca. Moleza, vai?

Bentô 9: Cuscuz marroquino e omelete

Cuscuz marroquino: com cebola, tomate, shimeji branco e cheiro verde picadinho.

Omelete: bem ocidental, com manjericão seco e lascas de parmesão. Três ovos, para duas pessoas.

Salada: escarola e azeitona preta.

Cuscuz marroquino, ou sêmola em grãos, é ótimo para bentô, por ser rápido e ridiculamente fácil de preparar – é só hidratar e temperar como quiser! Dá pra fazer como salada, é ótimo substituto para o arroz, e, dependendo de como você temperar, vira prato principal. Você encontra em bons supermercados a sêmola pura ou já temperada – eu sempre vou na pura, porque não me dou bem com temperos prontos e gosto de inventar misturas.

A receita abaixo é como foi feito o bentô da foto. As possibilidades são infinitas! Pretendo fazer uma versão com amêndoas em breve.

Ingredientes
– 2 copos de Cuscuz marroquino (sêmola em grãos)
– 5 copos de água fervente
– 1 cebola picada
– 1 tomate italiano picado
– 1 colher de sopa de óleo de cozinha ou manteiga
– 1/2 bandejinha de shimeji branco (mais ou menos minha mão cheia)
– Cheiro verde a gosto
– Sal e pimenta do reino moída

Siga as intruções da embalagem para hidratar o cuscuz (normalmente, é 1 1/2 de água fervente para cada xícara de cuscuz, por 5 minutos). Ele aumenta bastante de volume; portanto, um copo para cada pessoa + ingredientes dá uma porção generosa.

Em uma panela, refogue a cebola e o shimeji (lavado, escorrido, com as partes mais duras do talo removidas) no óleo (ou manteiga, ou margarina). Acrescente o tomate picado e refogue mais um pouco. Adicione o cuscuz hidratado e o sal, e misture bem. Desligue o fogo, acrescente cheiro verde e a pimenta.

Abaixo, a versão redonda do mesmo bentô.

Bentô 1: Omelete com pimentão, abóbora frita

Este primeiro bentô é bem simples: arroz, tamagoyaki (omelete) com pimentão, legumes no vapor e verduras refogadas.

Como o arroz estava temperado, fui bem simples nos outros elementos: apenas sal, um pouco de shoyu para o repolho e vinagre para a vagem. Os próprios alimentos se encarregaram dos sabores, e a estrela é a abóbora, salgada e levemente tostada por fora, docinha e macia por dentro.

bento1

Arroz: branco, comum, temperado. (Em breve, instruções sobre arroz japonês.)

Tamagoyaki: apenas ovo, sal e pimentão, feito na frigideira com óleo de canola. Veja como preparar o tamagoyaki básico.

Vagem manteiga: cozida no vapor e temperada só com vinagre (no caso, de maçã).

Abóbora frita: do tipo cabotia, que é mais sequinha. Cozida no vapor, em seguida frita com só um pouquinho de óleo (no caso, de canola), e no fim, temperada com sal.
Pode cozinhar na água, também, com um pouco de sal; nesse caso, cuidado para não passar do ponto e virar purê. Escorra antes de fritar. Se quiser economizar calorias, empacote sem fritar, só cozida com sal e pimenta.

Repolho refogado com tomate: Primeiro deixei “refogando” na frigideira com água. Quando estava quase seco, coloquei mais um pouco de água e shoyu, e esperei diminuir a água outra vez. Pode colocar um pouquinho de óleo de gergelim no final, para dar sabor (nesse caso, não coloquei).