O guia nutricional do Ministério da Saúde é lindo!

Outro dia este link (em inglês) apareceu nas minhas redes sociais: Brazil has the best nutritional guidelines in the world [Brasil tem o melhor guia nutricional do mundo]

Para quem não quer ler, na notícia a pessoa elogia o Guia Nutricional oficial do Governo Brasileiro, que, diferente do guia norte-americano, aborda as recomendações para uma boa nutrição em princípios simples e acessíveis a toda a população. Confesso que me senti levemente envergonhada por ficar sabendo da existência de um material nosso por intermédio da gringolândia, mas paciência. Fui conferir. E posso falar? O guia é INCRÍVEL.

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E por que o material é tão bom? Em primeiro lugar, logo no começo o guia destaca os aspectos sociais, culturais e ambientais das escolhas alimentares, o que em geral passa batido. Em seguida, ele expõe de forma bem didática a diferença entre alimentos in natura, semi-processados e ultraprocessados, e a participação de cada um em uma dieta balanceada. Também há uma breve exposição sobre os principais grupos alimentares (feijões, cereais, frutas, legumes, laticínios, carnes etc), e são abordadas questões importantes como a manipulação dos alimentos, o acesso a alimentos de qualidade, a publicidade, os atos de cozinhar e de comer, entre muitas outras coisas.

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Por fim, e na minha opinião a parte mais legal, ele dá exemplos de refeições equilibradas (café-da manhã, almoço, jantar, lanche rápido), com fotos e descrições, que levam em conta variações regionais.

cafe

jantar

Enfim… O material é bem completo e gostoso de ler. Me parece que cumpre muito bem sua função de orientar, sem ser longo demais, sem perder de vista a realidade e – SUPRISE! – sem ser caga-regra (desculpem meu francês :P). Só por isso, já merecia um post!

Pra quem se interessar, baixe o material em português gratuitamente clicando na imagem abaixo.

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Leiam e me digam o que acharam!

Bentô box: Nagabako, da Hakoya

Fiquei um tempinho sem postar porque estava em processo de mudança. Aquela correria louca, caixas, contratar e cancelar serviços, empacota, desempacota etc. Esta semana, finalmente, voltei a ter uma cozinha! À partir da semana que vem, os bentôs voltam a todo vapor! Enquanto isso, mais uma resenha de bentô box: Nagabako Bentô, da Hakoya!

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A Nagabako é a box que o marido usa no dia-a-dia, porque tem um tamanho razoável ao mesmo tempo em que é compridinha, um formato ótimo para carregar em pastas ou bolsas masculinas.

São dois compartimentos separados, com tampas de individuais de silicone. A vedação das tampas não é absoluta; uma vez coloquei macarrão demais e quando apertei a tampa para fechar, o molho escorreu. Mas como a ideia é que um bentô não seja muito líquido, e seja carregado com algum cuidado (para não virar de cabeça pra baixo, bagunçando toda a arrumação), as tampas me parecem seguras o suficiente. Bem mais segura que a Iro Iro Argyle, por exemplo, que eu uso todos os dias sem grandes problemas.

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A tampa de baixo tem um formato certinho para encaixar o compartimento de cima; a tampa de cima tem um espaço para colocar o hashi, ou sachê de ketchup, de tempero para salada, de furikake… Infelizmente, não encontramos nenhum garfo que coubesse nesse espaço, por causa da curvatura.

nagabako bento box

Cada compartimento abriga a mesma quantidade de arroz que o compartimento inferior da Iro Iro (fiz o teste!); portanto, é suficiente para um adulto de apetite moderado. Vem com uma divisória móvel, para separar alimentos dentro do bentô.

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Eu pretendia ter resenhado esta box há muito tempo, mas sabem como é… Hoje, para minha surpresa, verifiquei que as nagabako coloridas não estão mais sendo vendidas em nenhum site! Não sei se pararam de fabricar ou se estão em falta. Porém, é possível comprar a Nagabako Mokume – é a mesma caixa, mas pintada com textura de madeira (linda demais!). Além disso, há várias outras boxes da Hakoya com formato semelhante, como a Ojyu Bento Long e a Neko.

Bentô de lojinha

Este sábado, resolvi comprar um daqueles bentôs prontos, que tem pra vender em mercadinhos de produtos japoneses. Aqui em São Paulo, pelo menos, tem bastante, principalmente nos bairros com bastante descendente de japoneses (Butantã e Saúde, por exemplo, tem vários).

Normalmente são compostos de arroz, alguns sushis, tempurá, pedaços de carnes diversas, pedaços de vegetais cozidos (ou fritos). Alguns tem um tsukemono (conserva de legume ou verdura) no cantinho. Há vários fabricantes diferentes, mas em geral eles tem mais ou menos esta cara:

Fazia um tempinho que eu não comia um desses bentôs prontos. São gostosinhos, variados, e enchem bem a barriga. Porém, é importante ter noção de que eles não são lááá muito saudáveis, já que, em sua maioria, é tudo fritura.

Este que eu comprei, fora o arroz e os sushis, tinha um inarizushi – arroz de sushi dentro de uma “bolsinha” feita de tofu frito. Tinha também um pedaço de peixe, um de frango e um de berinjela, todos à milanesa; dois tempurás e uma espécie de enrolado de salsicha (que eu não comi, porque estou evitando embutidos); um pedaço de abóbora (frito), algo que parecia inhame (frito), e uma fatia de nabo em conserva (esse amarelão – por algum motivo, às vezes colocam corante).

A fritura, além de ser um método fácil e rápido de cozinhar qualquer coisa, tem a maravilhosa propriedade de continuar saborosa depois de esfriar. Se calorias e colesterol não for uma preocupação para você, seja feliz! Mas confesso que eu, mesmo sendo a morta de fome que sou, teria preferido um almoço um pouco menos gorduroso…

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Sobre a aparência, esses bentôs são meio bagunçadinhos. Não parecem menos apetitosos por isso, mas resolvi fazer o teste e colocar os elementos dentro do meu bentô box de todos os dias. Vocês acham que fez muita diferença?